RS pode ter índice histórico de redução de índice de mortalidade infantil

RS pode ter índice histórico de redução de índice de mortalidade infantil

O mais tradicional encontro promovido pela Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS), debate até sábado (23/09) avanços e procedimentos que ajudam a reduzir os índices de mortalidade infantil. Na primeira atividade do evento o pediatra Erico Faustini trouxe uma evolução histórica da epidemiologia da mortalidade infantil. Os índices passam por uma redução gradual nas últimas décadas e pode chegar a um indicador histórico ao final de 2017.

- Se no passado fomos o primeiro estado brasileiro a baixar de 15%, podemos comemorar que poderemos fechar o ano, sendo os pioneiros a atingir a marca de apenas um dígito no índice de mortalidade infantil, ficando já com números próximos a 9,5% - disse.

Afecções perinatais e malformações são os principais causadores de mortes, analisando índices de óbitos infantis em 2017.

- Um dado interessante é que, hoje, morrem mais crianças por causas externas do que por doenças respiratórias. Isso chama a atenção porque mostra temos uma elevada qualidade na assistência às crianças – afirmou o pediatra Érico Faustini.

Como recomendações ao pré natal, o esforço dos médicos inclui captação precocemente das gestantes, identificação das gestantes de riscos, realização do número de consultas e exames adequados, tomada de condutas adequadas e identificação de alto risco durante o pré natal. Como fator decisivo, o médico reforçou a importância de trabalhar os primeiros mil dias, como um dos elementos principais na prevenção de doenças.

A pediatra Eleonora Walcher trouxe o tema da regionalização dos partos, projeto do Governo do Estado do RS.

- Precisamos concentrar partos em estruturas melhores, o que inclui equipamentos adequados e recursos humanos. O conceito de regionalização dos partos é muito antigo, tendo iniciado há mais de 50 anos. Precisamos ter coragem para encarar esse problema promovendo a qualificação do parto. A maioria das mortes acontecem em locais sem a estrutura ideal – disse.

A literatura mostra que mais de 60% dos óbitos infantis são evitáveis, por isso políticas públicas voltadas à saúde da mulher e da criança são fundamentais.

A solenidade de abertura, realizada na noite de quinta-feira (21/09) contou com manifestações da representante da diretoria da SPRS, Celia Maria Boff de Magalhães; da coordenadora do Escritório Regional Noroeste, Wania Eloisa Ebert Cechin; a representante da Secretaria Estadual da Saúde, pediatra Eleonora Walcher; o presidente e o administrador do Hospital São Vicente de Paulo, Hilário De David; o diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de Passo Fundo, Gilberto Bortolini; o presidente do evento e diretor da SPRS, Carlos Humberto Bianchi e o diretor médico do HSVP, Rudah Jorge, que recebeu ainda uma placa com homenagem pelos relevantes serviços prestados.

A programação inicia na sexta-feira, às 8h30min com o tema do recém nascido na sala de parto. Ao longo do dia serão debatidos ainda temas como reanimação neonatal, doença da membrana hialina, infecções, cuidados com o pré maturo e ventilação mecânica, entre outros.

A XXI Jornada Sul-Rio-Grandense de Neonatologia e V Encontro Sul-Rio-Grandense de Enfermagem Neonatal ocorre até sábado (23/09) no Campus II da Universidade de Passo Fundo (UPF), na Rua Teixeira Soares, 817, Centro de Passo Fundo (RS).

Foto: Marcelo Matusiaki, Divulgação

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