Mais impostos, menos vendas para o varejo

Mais impostos, menos vendas para o varejo

O tema da Reforma Fiscal ganha cada vez mais relevância para o segmento do comércio, já que o setor é um dos mais prejudicados com a elevação da carga tributária. Estudo do departamento de pesquisa da FCDL-RS, mostra que desde o início do Plano Real, a carga fiscal – ou seja o que a sociedade paga em impostos – subiu de 23,5% do PIB, para cerca de 42% nos dias atuais. No ano passado, por exemplo, cada brasileiro pagou, em média R$ 6.211 em impostos apenas para o Governo Federal, totalizando R$ 1,3 trilhão no fechamento de 2016.

"Esta dinâmica de elevar impostos vem se mantendo quase inalterada nos últimos anos. Há poucas semanas, em julho, os brasileiros foram achacados ainda mais com o aumento da PIS/COFINS sobre combustíveis", afirma o presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch.

Pelos cálculos da FCDL-RS, esta alta gerará em um ano cerca de R$ 25 bilhões a mais aos cofres públicos, o que pelo lado dos consumidores significará um gasto médio adicional de cerca de R$ 700,00 anuais para quem abastece, por exemplo, dois tanques por mês. Este valor que vai para os cofres públicos deixa de circular na economia e agrava a queda do consumo em segmentos de primeira necessidade, como alimentação e saúde.

A FCDL-RS defende, entre outras medidas, a gradativa redução da carga fiscal para os padrões vigentes logo no início do Plano Real, o controle rígido da despesa pública – o que envolve reforma constitucional – com a adoção de rotinas de qualidade e produtividade que melhore os serviços públicos ao menor custo para a sociedade e o fim da substituição tributária e do diferencial de alíquota de fronteira, Além disso, defende a melhoria dos sistemas de controle de gastos públicos (com apoio das entidades empresariais), abordando a questão prioritariamente sob o foco da eficácia gerencial.

Foto: Marcelo Matusiaki, Divulgação

ÁREA DE ASSINANTES

FACEBOOK


TWITTER


RÁDIO WEB


VÍDEOS


APOIADORES